Programa Querência Universitária

Iniciará hoje um programa do CTG Querência Universitária, na rádio CAV – UDESC (http://radio.cav.udesc.br/), com Mateus Córdova divulgando folclore através de melodias, versos e charlas, cultivando a verdadeira tradição do sul do continente.

Todas as sextas das 17:15 ás 19:00.

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A GUITARRA DE MARZIO LENZI E UMA PEQUENA HISTÓRIA DO GRANDE ROCK’N’ROLL

O guitarrista Marzio Lenzi se une ao projeto Leoas da Serra para levar o rock’n’roll às quadras de futsal. Músico, guitarrista, cantor e compositor catarinense, mais conhecido como guitarrista dos Lenzi Brothers, banda com seus 2 irmãos, Matheus e Samuel, lançou 5 discos e 1 DVD, além de 1 disco com Greg Wilson dos Blues Etílicos. Compôs mais de 60 músicas na discografia da banda, que em 2008 venceu o Reality Show “MTV Procura com Cachorro Grande”.

Exímio instrumentista, Marzio bebeu nas melhores fontes do blues e do rock. Nesta peça concebida especialmente para os jogos das Leoas da Serra, ele selecionou músicas que representam uma linha do tempo do rock, riffs e melodias que embalaram gerações e que, a despeito de não estarem mais nas grandes emissoras de rádio, ainda representam os ideais de liberdade do rock, das guitarras e de bandas inesquecíveis.

A linha do tempo executada por Marzio Lenzi neste espetáculo contempla as seguintes músicas:

– Johnny B. Goode: Composta e imortalizada por Chuck Berry na década de 1950, Johnny B. Goode é uma das pedras fundamentais do rock’n’roll. Foi interpretada por mais de 100 artistas, incluindo Rolling Stones, B.B. King, Beatles e Aerosmith.

– Misirlou: Música grega, composta em 1927 por Michalis Patrinos. Compõe a trilha sonora do filme Pulp Fiction, de Quentin Tarantino. Várias bandas de rock a gravaram, com destaque para a versão de Dick Dale.

– Day Tripper: Clássico dos Beatles, criação da dupla John Lennon e Paul McCartney, alcançou o topo das paradas americana e britânica em 1965 e foi regravada por Nancy Sinatra, Jimi Hendrix e James Taylor, entre outros.

– (I Can’t Get No) Satisfaction: Riff entre os riffs, clássico entre nos clássicos, a canção dos Rolling Stonesconcebida pelo guitarrista Keith Richards em um sonho em um quarto de hotel na Flórida, Satisfaction saiu da posição de sucesso absoluto do verão de 1965 para reinar meio século como um hino do rock’n’roll.

– Purple Haze: Gravada em 1967 por The Jimi Hendrix Experience, é um dos marcos deixados por Jimi Hendrix. Da base rítmica do blues, envolve com o riff pesado e os solos rascantes, que dialogam com a bateria embebida em jazz e com a voz quente que parece estar vindo de outra dimensão.

– Sunshine of Your Love: Maior sucesso do super “power trio” Cream (Eric Clapton na guitarra, Jack Bruce no baixo e Ginger Baker na bateria), a música lançada em 1967 também foi regravada por Jimi Hendrix, Frank Zappa, Ozzy Osbourne, Ella Fitzgerald e Santana.

– Love Me Two Times: Petardo dos Doors de 1967 concebido pelo guitarrista Robby Krieger, encontrou a impulsão perfeita na voz pungente de Jim Morrisson. Regravada pelo Aerosmith, contava o desejo de um soldado americano em seu último dia com sua namorada antes de seguir para a Guerra do Vietnam.

– Whole Lotta Love: Canção do segundo álbum do Led Zeppelin, lançado em 1969, reúne blues, free jazz e rock, com um dos riffs de guitarra mais memoráveis de Jimmy Page e de toda a história do rock.

– Smoke On the Water: Lançada pelo Deep Purple no álbum Machine Head, em 1972, retrata uma história real: o incêndio ocorrido em um show de Frank Zappa na Suíça, que destruiu o Cassino de Montreux. Seu riff de abertura, assinado pelo guitarrista Ritchie Blackmore, a tornou uma das canções mais conhecidas do rock.

– Iron Man: Canção símbolo do Heavy Metal composta por Ozzy Ousborne e Tony Iommi, foi lançada em 1971 como segundo single do álbum Paranoid, do Black Sabbath, foi escolhida como melhor música de Metal de todos os tempos pelo canal VH1 em 2006.

– Jailbreak: Símbolo do matrimônio do hard rock com o blues e lançada em 1976 na versão australiana do álbum Dirty Deeds Done Dirt Cheap do AC/DC, a canção foi imortalizada pela guitarra de Malcom Young, instrumento batizado pelo próprio músico como “The Beast” (A Besta, em tradução livre).

– Rebel Rebel: Canção de David Bowie, lançada em 1974 como um single do álbum Diamond Dogs, com o próprio Bowie na guitarra. Sobre o riff, o próprio músico se dizia encantado com ele: “É um riff fabuloso! Simplesmente fabuloso! Quando eu tropecei nele, foi ‘Oh, obrigado!’, disse Bowie.

– Beat it: Quinta canção de Thriller (1982), o álbum mais vendido de todos os tempos, é a união perfeita entre a música negra e a música branca, entre o rock de raiz e o pop, com nuances do fim da “Era Disco” e de rhythm and blues. Junto ao ritmo hipnotizante de Michael Jackson, Beat it traz Eddie Van Halen com aquele que foi aclamado pela crítica como o melhor solo de guitarra de todos os tempos.

O espetáculo de Marzio Lenzi foi filmado em dois jogos das Leoas da Serra e será convertido em material mídia voltado às escolas de Lages, com fotos e links ilustrativos das canções, em peça didática sobre este pedaço da história do rock. Ainda este ano a iniciativa chegará as escolas da região serrana.

A iniciativa contou com o apoio da ENGIE, UNIPLAC e Encarte Cultural.

Fonte: Comunicação Leoas da Serra

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JAM LAJASS SESSION

Lages vai receber uma das maiores Jam Sessions

já realizadas, só com melhores nomes do Jazz, Blues e MPB

de Santa Catarina.

Dr. Holmes, Guto Seara (Immigrat), Sérgio Guimaraes,

Daniel Lucena , Julio Cruz, Guinha Ramires,

Geraldo Vargas, Silvia Abelin, Luiz Gama,

Caio Muniz e Rodrigo Lucio e Madeira de Lei.

Entrada R$ 25,00 reais

Reservas de mesa (49) 3223-1416

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Origens e a Festa do Pinhão

Como “da terra”, “local”, “regional” ou qualquer outro rótulo que possa a ser conferido a um lageano nato, confesso ter ficado surpreso e apreensivo com o anúncio dos promotores da Festa Nacional do Pinhão com o retorno da tradição e a cultura serrana nesta 30ª edição.

Num primeiro momento ressábio no sangue de quem já assiste a pelo menos 20 anos o tema ser pouco valorizado na prática. Fora as campanhas publicitárias na época de Festa ou as campanhas políticas onde o tema é utilizado como identificação com o povo, nos últimos tempos foram são pouquíssimas ações de verdadeiro resgate ou valorização da arte regional. Para citar um o maior a Sapecada da Canção Nativa.

Refleti sobre a manifestação do MTG/SC que na minha opinião está correta na preocupação de que realmente o projeto seja genuíno e aconteça conforme esperado e chancelado pelo Ministério da Cultura. É verba pública onde as informações estão cada vez mais transparentes e o controle social começa a fazer efeito. A entidade tradicionalista reforça que sejam valorizados os grupos de dança, ginetes, artistas da terra. A Lei Rouanet passou por mudanças e aos poucos está de certa maneira forçando ao uso correto para a finalidade cultural estes recursos pelos promotores de grandes eventos.

Incomodou a alguns a indagação porque é a demonstração de que quando cultura regional, os artistas locais, a gente da terra se manifestam em relação aos assuntos de suas raízes vem à tona a imediata ideia de que é “bairrismo’. Encaro de maneira diferente quando um bairrismo sadio é uma das formas de prevenção e zelo do patrimônio material e imaterial da cultura de uma região.

O clamor pelo retorno das tradições na Festa do Pinhão não é do MTG/SC, Fundação Cultural, promotores do evento, prefeitura, entidades. É do povo que tem saudade de uma festa identificada com sua terra. Muitos em Lages e região tem alguma história de como era, de como tem sido e de como querem ver as coisas acontecerem.

Não confundir saudade com saudosismo. Saudosismo é aquele sentimento que atrasa muitas vezes nosso desenvolvimento, um sentimento de que o antigo era melhor, de que “no meu tempo era bom, agora…”, geralmente sentida por gente que não aceita novas ideias e pessoas. Saudade para mim move as pessoas ao engajamento, gente que quer sentir os bons momentos no presente para ter esperança de que a tradição não morra. Saudade é um sentimento da nossa tradição, é respeito pelos nossos antepassados.

Não sei se parte da comunidade serrana já percebeu que a poucos dias da Festa a responsabilidade passa também a ser nossa que gostamos e cultivamos nossas tradições. Responsabilidade da presença, de “atopetar” o parque nestes dias iniciais dos trinta anos da festa na esperança de ver mais da nossa música, do nosso folclore, da cultura campeira e artística. Não gostaria de escutar a frase, como já ouvi: “Viu gaudério não dá gente”.

Aos poucos estou tendo esperança, estou vendo se concretizarem ações e projetos e vou participar dentro das minhas possibilidades e funções cumprindo o meu papel também de receber bem os visitantes, mostrando o que é nosso, valorizando sempre o nosso chão. Lageanos e serranos faltam 50 dias para realmente avaliarmos como foi este resgate as origens. Contribuam à sua maneira, vamos ser positivos e que as críticas venham com o objetivo de preservarmos a nossa maior festa regional que é do povo serrano e catarinense e esta posse pode ser confirmada nesta edição histórica com a sua presença marcante.

Éder Goulart – cantor, produtor cultural e acadêmico de jornalismo