SESC seleciona artistas através de plataforma na internet.

O Sesc Santa Catarina encerra neste domingo (04/11) o prazo de inscrição para projetos de artistas e arte-educadores residentes no estado e também contadores de histórias de todo o país.

As inscrições são especificamente para projetos que acontecerão em 2019: o Baú de Histórias (Literatura), a Mostra EmCenaCatarina (Artes Cênicas), o Circuito Sesc de Música e a Rede Sesc de Galerias (Artes Visuais).

Mesmo os artistas que se cadastraram em 2017 precisam reencaminhar suas propostas.

Os proponentes deverão acessar a Plataforma na internet, no endereço IdCult.Sesc, ler o regulamento e cadastrar sua proposta. Não há limites de inscrições por pessoa.

Além dos projetos específicos o material recebido tem por finalidade compor um banco de propostas culturais – que ficará à disposição do Sesc Santa Catarina para construção da sua programação no próximo ano. Para estes casos a plataforma permanecerá aberta até 31 de dezembro.

A plataforma IdCult é um sistema que reúne em um mapa virtual informações sobre artistas, equipamentos culturais, eventos, editais e regulamentos públicos.

A plataforma integra automaticamente os dados do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais do Ministério da Cultura, contribuindo para as pesquisas e indicadores do setor em nível federal.

Em caso de interesse em alguma das propostas, o Sesc/SC entrará em contato diretamente com o proponente, através também de suas unidades locais.

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O que os eleitos prometeram para a Cultura no Brasil e Santa Catarina

JAIR BOLSONARO (PSL) – 17

Não há tópico dedicado a cultura no plano de governo do candidato, mas falou a respeito do MinC após o incêndio no Museu Nacional:

“Não precisamos acabar com o Ministério da Cultura, mas podemos transformar em uma secretaria. Porque não pode ser um secretaria? Vai ser fundido ao Ministério da Educação, assim como o Ministério das Cidades deixa de existir. O dinheiro vai ser mandado direto para as prefeituras”, afirmou.

https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/noticia/2018/10/01/propostas-das-campanhas-dos-presidenciaveis-para-a-cultura-ministerio-da-cultura.ghtml

Não respondeu ao pedido da reportagem e não menciona a área no plano de governo.

Pelas redes sociais, o candidato disse em 6 de setembro que quer “manter os incentivos à cultura, mas para bons artistas que agregam valor, que estão iniciando suas carreiras e não possuem estrutura”.

No dia 23, sem citar nominalmente a Lei Rouanet, o candidato disse no Twitter que “incentivos à cultura permanecerão, mas para artistas talentosos, que estão iniciando suas carreiras e não possuem estrutura. O que acabará são os milhões do dinheiro público financiando “famosos” sob falso argumento de incentivo cultural, mas que só compram apoio!”.

No dia 29 de março de 2018, ele disse também na sua conta oficial que vai acabar com o Ministério da Cultura. “Não escolhi ministro da cultura, até porque, chegando lá, nem existirá esse Ministério, será uma secretaria dentro do Ministério da Educação”, escreveu.

https://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,eleicoes-2018-as-propostas-dos-candidatos-a-presidente-para-a-cultura,70002517209

Comandante Moisés – 17

Turismo, Cultura e Esporte

– Desenvolver iniciativas que ampliem a participação de grupos vulneráveis em atividades de turismo, cultura e esporte.

– Incentivar e fortalecer a cultura catarinense, esporte e turismo em todas as regiões do estado.

– Fomentar o esporte como meio de prevenção, socialização e integração. – Revitalizar espaços públicos de cultura, esporte e turismo. – Preservar o patrimônio histórico e cultural.

http://divulgacandcontas.tse.jus.br/candidaturas/oficial/2018/BR/SC/2022802018/240000609724//proposta_1534187252948.pdf

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A força do rádio

Nos últimos tempos o grande “xadrez” das rádios locais foi a migração da AM para a FM. Agora vemos a mudança de Ricardo Córdova da Band para a Menina movimentando todo o cenário da cidade. Isto mostra a força que o meio rádio tem perante os profissionais, anunciantes e principalmente com os ouvintes. Aguardemos os próximos acontecimentos que marcarão mais um capítulo no rádio na Serra Catarinense.

Rede de Sabedoria Popular da Matakiterani recebe três prêmios nacionais

Duas iniciativas na categoria mestre e um na grupo formal foram contempladas no Prêmio Culturas Populares 2018 – edição Selma do Coco, do Ministério da Cultura.

Dentre as 2.227 iniciativas culturais populares inscritas de todos os estados brasileiros e Distrito Federal, a Rede de Sabedoria Popular, ação da Associação Cultural Matakiterani, teve três de quatro inscrições premiadas. Duas na categoria mestre e outra na grupo formal. O resultado final da seleção de contemplados no 6º Prêmio Culturas Populares, do Ministério da Cultura, foi publicado no Diário Oficial da União nesta semana.

Miguel Antunes de Freitas, o Mestre Mimi, e Sebastião Aldori Silva de Oliveira, Seu Sebastião dos Balaios e a Associação Cultural Matakiterani foram premiados e cada um devem receber R$ 20 mil para dar continuidade as ações em suas comunidades. No total, 500 propostas foram premiadas em todo o Brasil. O investimento será de R$10 milhões em prêmios.

Além dos contemplados da Rede de Sabedoria Popular, foi aprovada outra iniciativa de Lages, a do grupo de teatro Menestrel Faze-Dô.

O mestre da dança do urubu

Miguel Antunes de Freitas, 74 anos, conhecido como mestre Mimi, é contador de causos. Criado com os avós na zona rural da Serra Catarinense, foi pinante de tropa, agregado de fazenda e operador de serra fita em serraria. Ao se aposentar, passou a dedicar seu tempo em transmitir seus saberes para os mais jovens por meio das ações promovidas pela Associação Cultural Matakiterani. Nessas atividades recupera da infância a “Dança do Urubu”, uma brincadeira ensinada por seu avó, conhecido como Pai Grande. Trabalha especialmente com alunos do ensino fundamental, contando causos, revivendo costumes e tradições antigas, além de ensinar a dança do urubu.

Balaieiro mantém a cultura indígena

Seu Sebastião é artesão e taipeiro. Aprendeu a trançar fibras na casa dos avós na Coxilha Rica. Ele aproveitava restos de material para aprender. De tanto insistir, sensibilizou a avó, que o ensinou a técnica. Trança fibras há 35 anos e atua politicamente em movimentos de artesãos e da economia solidária. Atualmente, é dos poucos balaieiros ainda em atividade na Serra Catarinense, mantendo a herança cultural indígena de produção de peças como balaios, cestos, peneiras e esteiras.

Vivências criativas de tradição oral na escola

São ações de diálogo dos saberes formais e informais, mediados por atividades denominadas vivências criativas de tradição oral, na qual os facilitadores da Matakiterani acompanham os mestres de tradição oral em visitas na escola. As atividades duram de 20 a 30 minutos por turma utilizando recursos da pedagogia griô e da educação biocêntrica para a fruição e reinvenção dos saberes tradicionais. Esse trabalho gera novos produtos utilizando linguagens artísticas como teatro, contação de histórias, audiovisual e literatura. Todo o processo é pactuado entre as partes numa construção dialógica de saberes, constituindo laços afetivos e um ambiente de confiança mútua para o desenvolvimento dos trabalho.

Fonte: Catarinas Comunicação